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Mostrando postagens de julho, 2017

Independência no Brasil - entrevista com o professor João Paulo Garrido Pimenta

Na entrevista, o professor doutor João Paulo Garrido Pimenta, trata do seu livro “A Independência do Brasil e a Experiência Hispano-Americana (1808-1822”, em que analisou a relação entre as experiências dos processos de independência das colônias da América hispânica e da América portuguesa (Brasil). 

A Segunda Revolução Industrial e o Imperialismo

     A Europa na segunda parte do século XIX passou por uma nova etapa de industrialização, denominada de Revolução Técnico-Científica ou Segunda Revolução Industrial.  Se a primeira Revolução Industrial ocorrida entre o século XVIII e meados do XIX ficou restrita ao continente europeu, caracterizou-se pelo uso de fontes de energia como carvão mineral e vegetal, de materiais como o ferro e pela invenção da máquina a vapor, a segunda fase do processo de industrialização expandiu dentro da Europa e para outras continentes, e inaugurou o surgimento de novas fontes de energia, materiais e maquinários.      As invenções científicas desenvolvidas pelo conhecimento das ciências ditas exatas, como a química e a física, passaram a serem aplicadas no processo de produção industrial - por isso a Segunda Revolução Industrial também ser chamada de Revolução Técnico-Científica ou Científico-Tecnológica. Neste novo cenário as antigas fontes de energia, materiais ...

A América ibérica e seus processos de independência

O processo de independência da condição colonial das Américas, consideradas em suas particularidades e os interesses internos das elites coloniais, deve ser entendido dentro de um contexto histórico, como parte da crise da sociedade do Antigo Regime, do qual o Antigo Sistema Colonial era parte. As metrópoles européias mantiveram-se ao longo do século XV ao XIX, através do pacto colonial e o autoritarismo das monarquias, o controle político e a exploração econômica dos territórios americanos em proveito das metrópoles européias, configurando o Antigo Sistema Colonial. A partir do século XVIII a sociedade do Antigo Regime na Europa manifestava sua crise. O pensamento iluminista, emergente no contexto, criticava o absolutismo monárquico, o direito divino dos reis, a sociedade hierarquizada e baseada nos privilégios de nascimento. Nas Américas (inglesa, espanhola e portuguesa) as ideias iluministas, cultivada entre as elites coloniais, serviram de base política para a crítica e questi...